sexta-feira, 25 de junho de 2010

CARANGUEJOS

Caranguejos


Existem muitos tipos diferentes de caranguejos mas as variedades mais frequentes são os Caranguejos Anémona Neopetrolisthes ohshimia, os Caranguejos Seta Stenorhynchus seticornis e os Caranguejos Ermita Dardanus megistos. Os Caranguejos Anémona vivem em anémonas, tal como os Peixes-Palhaço, e variam imenso na cor e no formato. São normalmente adquiridos indirectamente quando se compram anémonas mas algumas vezes são vendidos separadamente. Estes caranguejos devem ter uma anémona hospedeira para que se sintam bem. Os Caranguejos Seta são animais muito interessantes mas devem ser mantidos apenas um por aquário, senão irão lutar continuamente. Pelo mesmo motivo, não devem ser mantidos com Camarões Coral. Os Caranguejos Ermita são também interessantes e variam em cor e tamanho. A maioria é passiva mas alguns comerão corais e outros invertebrados.
Os camarões são geralmente omnívoros e estão prontos a aceitar as mesmas comidas que os peixes. Tal como os camarões, os caranguejos só comem a comida que chega ao fundo do aquário. Portanto, assegure-se que alguma comida chega aos caranguejos.
http://www.vidaaquatica.com.br/cp/loja502/web/marinhos.asp










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Re: Aquario para caranguejos, Muitas duvidas =P
por Deh em Qui Abr 30, 2009 11:11 am
Olá Le_Mex!
Bom eu montei um aquaterrário a pouco tempo.. (pode ver aqui: http://www.aquaonline.com.br/forum/viewtopic.php?f=5&t=24189)
Mas nesse caso eu montei especificamente para minhas rãs.
Esse aquário vai passar para um de 50L em breve mas enfim, esse tem 20L e fiz da seguinte forma: Coloquei um pequeno aquário de 1L e pouco deitado no fundo do áqua e cobri com cascalho, formando essa rampa. Nunca usei nada para alcalinizar, apenas mantenho a água constante, e os carangueijos estão vivendo muito bem, já trocaram de pele e tudo mais. Se você adicionar conchas no áqua, isso vai ajudar na alcalinização;
Recentemente adicionei areia na parte seca, eles adoram fazer tocas nela..
Sobre as lagostas, eu nao recomendo, eles vão brigar até a morte.. Já não sei sobre camarões.. pelo menos meus carangueijos são muito dóceis e vivem bem com qualquer animal que não ataquem.. se os camarões não mexerem com ele acho que não haverá problemas.
Não uso oxigenação pois nem eles e nem a rã gostam de água se movimentando, e como tem uma parte seca, não necessita de oxigenador automatico.
A iluminação mantenho apenas uma lampada fluorescente de 20W.

Lembrando que estou te falando isso como criador, e não como profissional. Estou apenas te dando dicas de como está meu aqua pois os bichinhos estão vivendo muito bem nele!
Espero ter ajudado!
Qualquer coisa que precisar é só chamar aqui.. E espero fotos da montagem do seu!
Abraços!
http://www.aquaonline.com.br/forum/viewtopic.php?f=20&t=24364

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Projeto Uça :::
[voltar para grupos]

Fase I - SET/1998 à AGO/2001


O Projeto Uçá foi originado pelo interesse da comunidade sobre a criação do caranguejo-uçá (Ucides cordatus) em cativeiro. Numa revisão, foi surpreendente o número reduzido de artigos sobre a espécie, mesmo abordando sua biologia, apesar de sua importância econômica. O Uçá é um dos caranguejos de manguezal que serve como alimento humano e fonte de renda para comunidades litorâneas. A indisponibilidade de dados biológicos sobre a espécie, necessários ao desenvolvimento de um pacote tecnológico realmente efetivo, alterou a idéia inicial do projeto. Assim, o Projeto Uçá I estudou aspectos da biologia pesqueira deste recurso na região de Iguape (SP), recebendo da FAPESP cerca de R$ 95.000,00 em função do Proc. # 98/06055-0, utilizados nas despesas com equipamentos e com coletas de campo. Desta primeira fase resultaram 2 livros, 7 artigos em periódicos nacionais/internacionais, 2 artigos em anais, 16 resumos científicos e 5 artigos em revistas de divulgação/jornais

Fase II - JUL/2003 à JAN/2006


Com base nos resultados obtidos na Fase I e para responder dúvidas dirimidas pelo IBAMA, o projeto de pesquisa entra agora numa segunda etapa iniciada em julho/2003. Também com financiamento da FAPESP Proc. # 02/05614-2), o Projeto Uçá II conta com recursos da ordem de R$ 285.000,00, destinados ao desenvolvimento da pesquisa na região de Iguape (SP). Entre os objetivos propostos o Projeto Uçá II visa apresentar um método ecológico preditivo que relacione a densidade do caranguejo com aspectos bióticos/abióticos do manguezal, além de caracterizar sua preferência alimentar, associada à disponibilidade e composição química das folhas. Outros aspectos a serem pesquisados referem-se ao rendimento e qualidade da carne deste recurso, bem como trabalhos de educação ambiental junto às crianças de ensino fundamental e pescadores da região. Este projeto tem envolvido vários alunos, inclusive de outras universidades, que vêm desenvolvendo monografias, dissertações e teses nos objetivos apresentados anteriormente.



http://www.csv.unesp.br/P_pequisa/projetos/crusta/uca.php












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http://www.colegioweb.com.br/biologia/caranguejo
O uçá, de patas peludas e avermelhadas é uma das espécies de crustáceo mais procuradas no litoral do país.

De um caranguejo, as partes com mais carne são as patas da frente, terminadas em pinça. O resto do bicho é quase todo descartado. Quando catavam caranguejos, os povos da floresta retiravam-lhes só a pinça. Como qualquer crustáceo, a pata regenera e o bicho não é sacrificado. Assim, nunca faltaria caranguejo no mangue. Os caiçaras caranguejeiros também têm seus princípios que, de forma consciente ou não, atuam a favor da conservação dos crustáceos. Quase sempre desprezam as fêmeas, que são menores e têm pouca carne. Fêmeas ovadas, nem pensar. Quando enterram a mão em uma toca, percebem pelo tato se é fêmea ou macho.


Antigamente, quando ninguém dependia do caranguejo para sobreviver, os bichos eram capturados só na época da "andada", quando são menos ariscos e saem de suas tocas caminhando vagarosamente, totalmente vulneráveis. O estranho comportamento está ligado à época da reprodução. No litoral baiano, dizia-se que andavam ao atá - o mesmo que andar à toa ou às tontas. Hoje, há populações litorâneas que vivem quase exclusivamente da coleta dos caranguejos. São chamados de "povos da lama".

Além da atividade ter se intensificado, muitos catadores passaram a coletá-los indiscriminadamente. Não se sabe com exatidão, mas há indícios de que a população de caranguejos está se ressentindo. São duas as espécies encontradas no país que têm interesse econômico, pela abundância e porte avantajado: o caranguejo-uçá e o guaiamu ou guaiamum.

O primeiro vive no interior do mangue, na parte sob influência das marés; o outro, nas bordas, em locais mais secos, sombreados pelas matas ciliares. No Estado de São Paulo, o guaiamu virou uma espécie rara, devido à pesca excessiva e principalmente pela destruição de seu hábitat.

Nos mangues do Pará, há informações de que o tamanho médio dos caranguejos está diminuindo ano a ano, dificultando a vida dos catadores. Seria injusto dizer que somente a pesca indiscriminada é responsável pela diminuição dos estoques dos crustáceos. O aterro dos mangues, as indústrias que lançam o esgoto nos rios e o desmatamento contribuem para a quebra da cadeia alimentar, expulsando e eliminando espécies.

Além da pesca ser cada vez mais intensiva, novas técnicas fazem com que os animais sejam capturados durante todo o ano e sem distinção. A armadilha de ráfia é uma delas. O catador coloca na entrada da toca um emaranhado de fios. Quando o caranguejo sai para se alimentar, acaba se enroscando e fica preso, seja ele jovem, adulto, macho ou fêmea. Outra, bastante cruel, consiste em jogar uma pedra de carbureto dentro da toca.

Em contato com a água, o material libera um gás que obriga o animal a sair rapidamente, podendo até causar sua morte. Esta técnica deixou de ser usada pois o gás afeta a carne e prejudica o sabor. Alguns catadores pescam à moda indígena, retirando só a pinça. O problema é que o corte deve ser feito na articulação junto à base e, na maioria das vezes, o apêndice é retirado sem nenhum cuidado, danificando estruturas respiratórias ligadas à pinça e causando a morte do bicho.

O conhecimento científico sobre o caranguejo-uçá e o guaiamu é muito restrito, o que torna difícil estabelecer regras para a captura. Para se ter uma idéia dessa dificuldade, há uma portaria em vigência que estabelece a época de defesa, quando a captura é proibida, que vai de 1º. de setembro a 15 de dezembro, para as regiões Sul e Sudeste. Porém, esse período foi baseado em informações vindas do Nordeste.

Outra portaria proíbe a pesca de caranguejas ovadas. Pesquisadores do departamento de biologia aplicada da Unesp - Universidade Estadual Paulista de Jaboticabal estão fazendo um grande estudo sobre a biologia do caranguejo-uçá na região de Iguape, no litoral de São Paulo, o "Projeto Uçá". Desde setembro de 1998, uma população está sendo analisada por meio das 150 amostras coletadas por mês, que são congeladas, pesadas, medidas e classificadas em grupos de interesse, para serem mensuradas.

Um maior conhecimento sobre a biologia dos caranguejos poderá ajudar os órgãos fiscalizadores a adotar critérios para regulamentar a pesca, de forma que não seja predatória. A delimitação exata da época reprodutiva, por exemplo, está sendo estabelecida pela análise do percentual de fêmeas ovadas nas amostras.

Sabe-se que o uçá se reproduz na época quente do ano. Por enquanto, os pesquisadores encontraram fêmeas ovadas de novembro a março, com maior porcentagem em dezembro. Espera-se que, com os resultados finais do projeto, as leis de defesa sofram modificações.

Outra maneira de diminuir a pressão sobre a população de caranguejos seria a criação em cativeiro. Muita gente tem se interessado por isso. Porém, ainda há empecilhos que inviabilizam esse tipo de criação. Quando os ovos do caranguejo-uçá eclodem, as larvas seguem para o mar. À medida que se desenvolvem, vão voltando ao mangue. Em uma criação, a salinidade tem que ir se modificando de acordo com os estágios das larvas. Assim também acontece com a alimentação, específica para cada estágio larval.

Acrescenta-se a isso a grande mortalidade natural das larvas, extremamente frágeis. Pesquisadores da Unesp conseguiram, em laboratório, passar por todos os estágios de larva em pequena escala. Mas uma criação comercial ainda não é viável. Há uma tradição caiçara de criar guaiamus, a outra espécie procurada pelos pescadores, em chiqueiros, alimentando-os de restos de comida. Porém, aí eles não procriam, só engordam.

sexta-feira, 18 de junho de 2010

TRUITE







La saison de la pêche à la truite est ouverte depuis ce matin.
20-3-2010

terça-feira, 8 de junho de 2010

LAPIN

La vidéo que vous pourrez voir ci-dessous est tiré d'un abattoir de lapins en France, ainsi, une image d'un abattoir n'est pas agréable. Mais je suis d'accord qu'en partie avec les producteurs. La vie est un cycle qui se termine par la mort et la vie est soutenue par la mort, que ce soit des animaux, pas des plantes pour les autres (nous) peuvent se nourrir. Nous devrions avoir aucun remords, car ils se nourrissent d'autres êtres vivants. Vous et moi Peut-être qu'on ne devrait pas servir de ce sale boulot, mais ne rejette pas un bon rôti, et ce n'est pas un crime, ni péché.




segunda-feira, 7 de junho de 2010

CONEJO

video





FICHA TÉCNICA


Orden: Lagomorfos
Familia: Leporidos
Género: Oryctolagus
Especie: Oryctolagus cuniculus (Linnaeus, 1758)
Subespecies presentes: .Una sola especie en al Península Ibérica. Aun cuando otros estudios taxonómicos más recientes consideran la presencia de 2 subespecies: la Oryctolagus cuniculus algirus, con presencia limitada a Galicia, Portugal y la mitad del suroeste peninsular, y es de tamaño corporal algo más pequeño que la otra especie, la Oryctolagus cuniculus cuniculus, que ocupa el resto del territorio peninsular, subspecies de la que se considera proceden todas las razas de conejo doméstico. Longitud del cuerpo: entre 40 y 45 cms.
Longitud de la cola: de 4 a 6 cms. Longitud de las orejas: De 7,5 a 9 cms.
Alzada a la cruz: De 15 a 20 cms.
Peso: De 900 a 1.500 gramos. Status de la especie: Especie cinegética que no se encuentra amenazada, ni en peligro.









DESCRIPCIÓN DE LA ESPECIE

Popular mamífero de mediano tamaño, pelo suave y corto, orejas largas y rabo corto, es una especie fundamentalmente crepuscular y nocturna que constituye pieza clave en nuestra fauna y que hasta 1912 (J. W. Gridley) se incluía dentro de los roedores, por su similitud con los mismos, si bien a partir de esta fecha se incluyó taxonómicamente dentro del grupo de los lagomorfos, al ser evidentes las diferencias ente uno y otro orden: los roedores tienen un par de incisivos en la mandíbula superior que encajan perfectamente con el par correspondiente de la mandíbula inferior; mientras que los lagomorfos tienen más desarrollados los dientes de la mandíbula superior que no encajan con los de la inferior (de aquí que se llame a este tipo de dientes tan característicos de la especie como “dientes de conejo”).




Una de las características más importantes del conejo, es la de su extraordinaria fecundidad y capacidad para reproducirse. De modo que se ha calculado que la descendencia de una sola pareja, que no tenga interferencias negativas para su desarrollo, puede alcanzar la increíble cifra de 1.848 individuos (W. G. Foster, 1972). Clásica en la literatura científica es la cita de un granjero australiano que tuvo la fatal ocurrencia de introducir en Australia tres parejas. A los tres años de su introducción y debido a que el conejo no tenía en ese continente depredadores naturales, los descendientes de aquellos conejos eran ya 14.000.000 de individuos. Desde entonces su población fue en aumento y aun cuando se idearon todo tipo de métodos para combatirlo, incluida la introducción de zorros pero éstos, lejos de solventar el problema crearon una nueva problemática ecológica, al desentenderse de los ágiles y escurridizos conejos y por el contrario afanarse en otras especies más incautas como ocurrió con los marsupiales, que no estaban habituados a la presencia de depredadores, por lo que el efecto aún fue más nocivo y dañino. En estos momentos la población australiana de conejos se estima en unos 300 millones, con graves incidencias en el resto del ecosistema. Donde sí ha tenido la población de conejos una importante reducción ha sido en el viejo continente, siendo en el año 1952 cuando un medicó francés, el tristemente famoso Doctor Armand Delille, inoculó el virus de la mixomatosis a unos conejos que al parecer producían daños en sus viñedos, transmitiéndose el virus de unos ejemplares a otros por los mosquitos y las pulgas de los propios animales. La enfermedad que se creo es de tal virulencia que se extendió rápidamente por toda Europa, detectándose su presencia en el norte de España en el año 1953 y en el sur en el año 1959. Tal fue la mortalidad que ocasionó la mixomatosis que en algunas comarcas murieron entre el 95 y el 100 por ciento de la población de conejos (M. Delibes de Castro, 2001).









Cuando la población de conejos comenzó a recuperarse de este mazazo, hizo acto de aparición otra epidemia: la enfermedad vírica hemorrágica (EVH), producida por un virus también creado por el hombre, que fue descrito por primera vez en China y que en el año 1988 también fue detectado en España (M. Delibes de Castro, 2001).



Las incidencias de una y otra enfermedad se complementan en el conejo, de modo que mientras que la mixomatosis afecta a los conejos de modo fundamental en los meses de calor, la EVH lo hace en los meses fríos. Entre ambas han reducido a un 10 % la población de conejos, que se han visto exterminados localmente de muchos lugares. Para combatir estas enfermedades se han empleado muchos esfuerzos por cazadores y administración, aunque sin un resultado definitivo. Hasta la fecha y contra ambas enfermedades, existían vacunas comerciales que venían siendo empleadas con éxito en las explotaciones de conejo doméstico, sin embargo, debido a que su administración debía ejercerse de manera directa a cada uno de los animales, resultaba ineficaz para controlar estas enfermedades en las poblaciones silvestres de esta especie animal. Ante la problemática detectada y al objeto de encontrar soluciones efectivas a la misma, la Federación Española de Caza se dirigió al Instituto Nacional de Investigación y Tecnología Agraria y Alimentaría para analizar este tema, firmando ambos Organismos un convenio de colaboración para el desarrollo de una única vacuna contra los dos tipos de enfermedades víricas pensada y desarrollada para el conejo silvestre o de monte, respetando el medio ambiente y su equilibrio.









FUENTE:
http://www.sierradebaza.org/Fichas_fauna/04_11_conejo/conejo.htm

COELHO










CLASSIFICAÇÃO CIENTÍFICA:

Reino: Animalia
Filo: Chordata
Subfilo: Vertebrata
Classe: Mammalia
Ordem: Lagomorpha
Família: Leporidae


INFORMAÇÕES IMPORTANTES:

Os coelhos são animais mamíferos

Podemos encontrar esta espécie animal em várias regiões do mundo

São herbívoros, ou seja, alimentam-se de folhas, caules, raízes e alguns tipos de grãos

Um coelho saudável, em boas condições de vida, pode viver entre 5 e 10 anos

Uma fêmea, em fase reprodutiva, pode dar de 3 a 6 ninhadas por ano. Em cada ninhada podem nascer de 3 a 12 filhotes.

Nas matas e florestas, vivem em buracos ou em tocos de árvores

Os coelhos que vivem nas matas (coelho selvagem) tem hábitos noturnos. Para fugir de seus predadores, procuram alimentos dutante a noite. Já os coelhos domésticos possuem hábitos noturnos e diurnos







CARACTERÍSTICAS PRINCIPAIS:

Comprimento: varia de acordo com o gênero (raça) do animal
Gestação: 30 a 40 dias
Cor: diversificada, porém as mais comuns são preto, branco, malhado, amarelado e acastanhado
Peso: varia de acordo com a raça ( de 2 kg até 9 kg). A maioria das raças tem por volta de 3 a 4 kilos na fase adulta.



FONTE: http://www.suapesquisa.com/mundoanimal/animal_coelho.htm

CODORNAS




Ruy Barbosa, de Itaguaí, Rio de Janeiro, pede informações sobre criação de codornas. Um folheto do Sebrae, que custa R$ 10,00, pode ajudar o senhor. Anote o endereço:
Sebrae
Av. Rubens de Mendonça, 3999
Cuiabá - Mato Grosso
Cep 78050-904

Cuidado com as aves





23.10.2005



Qual a melhor forma de aquecer as codornas em seus primeiros dias de vida? Gás ou lâmpada. A dúvida é da dona Maria do Socorro Lima, de Luiz Eduardo Magalhães, na Bahia. Dona Maria do Socorro, a repórter Camila Marconato foi atrás da resposta.

“Lâmpada ou gás. Tanto faz. Desde que sejam fornecidas calorias na quantidade suficiente para elas. A codorna tem uma característica, nos primeiros dez dias, de não conseguir produzir o seu calor próprio, chamado prolifilotérmico, Então, nessa fase, deixamos o ambiente em torno de 37 a 38 graus e conforme ela vai crescendo, vamos diminuindo a temperatura gradativamente até 25 a 26 graus até que ela atinge seus 30 dias de idade. Na nossa granja, usamos o aquecimento a gás de devido ao custo benefício ser melhor, ou seja, é mais barato. Porém, podemos levar em consideração alguns cuidados para que o bico não se apague, por exemplo, para que não haja falta de gás à noite e também quanto a ventilação porque se não houver ventilação suficiente, pode sufocar as codorninhas”, explica Décio Suzuki, criador.

Dona Maria, um jeito fácil de saber se a temperatura está certa é observar as codorninhas. Se elas estiverem todas juntas, é porque o ambiente está frio§ se estiverem muito espalhadas, está quente demais.




Ofício: sexador de aves





11.05.2005



O Globo Rural conta os segredos do sexador de aves de um dia, uma profissão pouco comum. As duas mulheres da reportagem trabalham em uma granja na região do alto Tietê, em São Paulo.

Atenção no olhar e precisão no tato. Os sentidos aguçados são essenciais na profissão de Marina Kobayashi.

“Eu sou sexadora de aves de um dia, que separa o sexo das aves” – esclareceu Marina.

Bastam dois segundos de observação a olho nu e machos vão para um lado e fêmeas para o outro. A resposta vem do toque na cloaca da codorna. A rapidez não compromete a avaliação das profissionais. A margem de erro é de 2%.

“As principias diferenças são na coloração. O macho é mais avermelhado e a fêmea é mais escura. O macho é mais saliente” – explicou Marina.

Marina aprendeu a profissão na prática. Já são 25 anos de experiência. “Eu comecei trabalhando como funcionária de uma granja e era ajudante dos sexadores” – contou Marina.

A habilidade de Marina é premiada. Ela ganhou sete vezes o concurso da Associação Brasileira de Sexadores de Aves de Um Dia, sendo três consecutivas. O conhecimento que tem Marina divide com Rita Satie Kinukawa, também sexadora da granja em Mogi das Cruzes.








“No começo a gente tem muita dificuldade. Não consegue pegar na codorninha, que é muito pequena” – falou Rita.

Na granja nascem 80 mil aves por mês. Os pintinhos e as codornas abastecem os granjeiros da região do alto Tietê, Rio de Janeiro e cidades do Nordeste. O interesse maior do avicultor está na fêmea. Por isso, a dona de granja Márcia Momose sabe que o trabalho das sexadoras é importante.

“Os criadores preferem as fêmeas para botar ovos, para comercializar os ovos. O pessoal usa os machos para engorda também, mas em menor escala” – explicou Márcia.

De acordo com a Associação dos Sexadores de Aves de Um Dia, apenas 71 pessoas exercem essa profissão no Brasil.












Qual é a diferença?





14.11.2004



Como distinguir a codorna macho da codorna fêmea? Quem pergunta é a dona Elza Rodrigues, de Nova Odessa, São Paulo.

fomos até uma granja para tirar essa e outras dúvidas com um criador experiente. A granja, que fica em Itaquera, zona leste de São Paulo, produz mais de 20 mil ovos por dia. O responsável pela criação é o engenheiro Décio Suzuki, que separou para a gente codorna com sexos diferentes.

Não é fácil saber quem é o macho e quem é a fêmea.

"Aparentemente são semelhantes, mas o macho tem a parte peitoral avermelhada ou alaranjada e não apresenta pintinhas pretas. A fêmea normalmente tem a parte peitoral mais branca e apresenta as pintinhas pretas", diz o engenheiro.

Outra coisa é que a Elza diz na sua carta que quer a produção de codornas para produção de ovos. O que fazer para que as codornas não parem de botar. "São 4 etapas: a primeira será a aquisição de codornas de boa qualidade genética. Saber o antecedente de postura. Também é preciso ficar atento com a formação do plantel”, diz.

“Nos primeiros 30 dias dos filhotes não se pode descuidar da água, luz e temperatura. O terceiro item será a acomodação das gaiolas. O tamanho padrão é de 1 metros por 40 centímetros e a densidade é de 90 a 100 codornas por metro quadrado. É bom evitar a super população porque isso gera brigas. O quarto item é a ração, que tem que ser de boa qualidade, com bom teor de proteína, principalmente de cálcio. Tem uma ração especial para postura. Recomenda-se que ela seja dada três vezes ao dia, o que evita o desperdício da ração", diz ele.























04.05.2004



Avicultores de Bastos, em São Paulo, um dos municípios que mais produzem ovos de galinha do país, começam agora a investir na criação de codorna.

A capital nacional do ovo de galinha quer investir num setor da agricultura pouco explorado na região: a produção de ovos de codorna.

Bastos possui cerca de dois milhões de aves. Por dia são produzidos em média 1,7 milhão, mas os avicultores querem aumentar este número.

Com a ajuda do Sindicato Rural formaram um núcleo de estudos. Pesquisam estratégias para melhorar o manejo.

“Já temos estruturas montadas em Bastos que são fábricas de ração, cooperativas, comércio de ovos, então, temos um mercado muito grande ainda a ser explorado com relação aos ovos de codorna. Melhorando o manejo, com certeza conseguiremos uma produção melhor. Estamos estimando em torno de 20% a 30% na melhoria”, diz Sérgio Kakimoto, criador.

Na granja de Sérgio, 40 mil codornas têm uma produção de 31 mil unidades por dia. As caixas são vendidas aos mesmos compradores de ovos de galinha.

A atividade têm despertado tanto interesse nos avicultores que, numa granja, em quatro galpões onde antes ficavam as galinhas, hoje abrigam 28 mil codornas.

Três funcionários foram contratados para cuidar das aves e selecionar os ovos.

Como a produção das aves diminui depois de um ano de idade, elas vão para o abate fora do município






















Calma e fartura





26.09.2004



Ovo de codorna com casca mole: esse é o problema que seu Hamilton Rocha, de Carmo do Paranaíba (MG) vem enfrentando na criação. Ele quer saber por que isso ocorre e o que precisa fazer para que suas codornas botem ovos normais.

O mesmo problema foi encontrado numa granja em São Paulo. Na zona leste da cidade, no bairro de Itaquera, há uma granja que produz mais de 20 mil ovos por dia. A criação é conduzida com uma boa técnica, mas, mesmo assim, aparecem ovos sem casca.

Décio Suzuki, responsável pela granja, explica por que acontece isso. “A formação desse ovos sem casca pode ser devido a dois fatores: o psicológico e o nutricional. Podem ser fatores psicológicos porque as codornas são animais bem sensíveis. Qualquer barulho ou ruído estranho pode dar um susto nas codornas e elas podem botar o ovo antes do tempo”, diz Suzuki.

A formação do ovo demora cerca de 20 horas até que a codorna bote. O ovo mole não leva todo esse tempo. “Essa fase é geralmente a da 17ª hora, ou seja, três horas antes da formação do ovo”, afirma Suzuki.

Na fase final, ocorre a calcificação, quando a casca endurece. “Existem os fatores nutricionais. A ração de boa qualidade deve ter em torno de 0,7% de cálcio. Também deve ser dada uma quantidade suficiente, para que elas possam se alimentar bem”, explica Suzuki

Se o ambiente calmo e a ração adequada não resolverem, a causa do problema pode ser uma infecção. Neste caso, o criador deve chamar um veterinário.


















O seu Ítalo Bartilotti de Salvador (BA) quer produzir codornas em escala comercial e pede mais informações sobre a criação. A Universidade Federal de Lavras tem um livreto, que R$ 2,00. O endereço para adquirir o folheto é:

UFLA
Caixa Postal 37
Lavras – MG
Cep. 37200-000



Separando as codornas





07.12.2003



Seu José Eurípedes, de Franca, São Paulo, está começando a criar codornas e pergunta como separar o macho da fêmea.

A repórter Priscila Brandão encontrou a resposta em uma granja localizada na zona leste da cidade de São Paulo.

No caso das codornas, distinguir macho e fêmea não é uma tarefa fácil. Tanto que em uma granja de São Paulo especialistas vêm uma vez por semana para separar as codorninhas de um dia.

O Décio Suzuki, que é o criador das codornas, ele vai tirar as dúvidas do senhor.

"É difícil porque as codornas quando nascem são da mesma cor. não tem uma características que possa diferenciar visualmente o que é macho ou fêmea. A única forma é pela cloaca. Fazendo a separação no primeiro dia você evita de criar os machos que não têm valor comercial evitando a perda de ração, tempo ou manejo destes machos", explica ele.

A Marina é uma das especialistas que vão uma vez por semana na granja do Décio. Ela faz isso muito rapidamente tanto que ela tem um recorde.

Ela consegue separar em uma hora, 2,2 mil codornas. "Primeiro eu tiro as fezes, depois eu olho esta parte da cloaca. A diferença é mínima", diz ela.

Quem não tem condições de fazer a diferenciação na codorna de um dia, pode esperar a fase adulta que chega ao redor dos 25 dias. "Atingindo esta fase os machos vão apresentar uma cor bem característica e as fêmeas também.

No caso das fêmeas, ela apresenta a parte peitoral branca com pintas pretas. No caso do macho esta parte é alaranjada, a buchecha também e não tem as pintinhas pretas", diz ele.

Cuidado com a superpopulação





15.09.2002



Codornas com os pés inchados e inflamados. Esse é o problema da criação do seu Daurílio Valente, de Barra Mansa, Rio de Janeiro. Ele conta que muitas aves estão com essa doença e várias já morreram. O Globo Rural consultou um especialista em Minas Gerais.

A infeção que o senhor descreve na carta é até comum em codorna, mas pode ser evitada. Quem fala conosco é o doutor Benedito de Oliveira, que é veterinário e professor da Universidade Federal de Lavras.

Doutor, porque aparece essa infecção?

“§A doença é comum em granjas onde existem condições favoráveis para o desenvolvimento do agente que causa essa doença, um pus, uma bactéria do gênero Staphilococus”§, responde Benedito.

A infecção, segundo ele, acontece porque “§as bactérias do gênero Staphilococus estão no meio ambiente da criação de qualquer animal. No caso da codorna, está inclusive na pele da codorna. Quando há uma quebra de resistência por uma doença ou por um controle de manejo, aí a bactéria aproveita e se instala.”§

“§Nesse caso específico, o mais comum é que houve traumatismo. Há problemas na construção da gaiola, há pontas de arames mal cortadas. Enfim, há algum fator na gaiola que favoreceu o traumatismo. Ou senão o próprio manejo –§ um ambiente desconfortável, muito quente, a falta de água e de ração, e principalmente a superpopulação”§, esclarece o professor.

Quantas codornas deve ter para ser correto dentro de uma gaiola?

“§Na gaiola comum, usamos 11 codornas. O que é bom para a codorna e é também econômico", finaliza Benedito.

Seu Daurílio, cada gaiola dessas mede 32 por 37 centímetros. Atenção: não vale a pena o senhor tratar a codorna doente. Ela deve ser descartada.















Parceria que deu certo





06.10.2003



Um criador de aves de Porto Feliz, em São Paulo, investe numa parceria com assentados da região para aumentar a produção. Ele fornece os pintinhos e a ração e conta com as instalações e a mão-de-obra dos assentados para a engorda.

A linhagem das galinhas criadas numa granja em Porto Feliz é de origem francesa. Um trabalho que começou a mais de 10 anos quando Cláudio Rodrigues importou as primeiras matrizes.

Cláudio resolveu ampliar a produção, mas sem dinheiro para construir novos galpões ele decidiu dividir o trabalho e os parceiros ideais ele encontrou num assentamento de agricultores em Porto Feliz.

O sistema de trabalho é o de integração. O agricultor entra com os pintinhos de galinhas poedeiras e de angola, frangos de corte, filhotes de codorna e a ração.

As sete famílias integradas entraram com a mão-de-obra e os barracões, sete no total. Construções feitas para um projeto de produção de ovos e frango do assentamento que não deu certo e estavam abandonados há seis anos.

Os agricultores ganham em média R$0,60 por cabeça de frango ou galinha tratada com as codornas o ganho é menor R$0,15.

Por enquanto, os lucros são aplicados apenas na melhoria das instalações. Em apenas uma hora o trabalho diário é feito. Toda a família participa. Maria das Dores trata das galinhas de angola.

“Tem que ter cuidado com a ração, água, ver se não está faltando nada, se não tem nenhuma ave com problemas. Não é muito difícil”, diz Maria.

Em 60 dias os galpões vão estar com capacidade máxima. Os integrados vão tratar por mês de 7.200 aves e já fazem as contas de quanto isso vai render.

“Calculamos mais ou menos uns R$600,00 por família e vai sobrar uma renda”, diz Osvaldo da Silva, assentado.

“Para mim está bom demais e, para eles, parece que também estão contentes, então, está dando certo”, diz Cláudio Rodrigues.

A parceria começou há três meses.



Ágil e dinâmica





14.04.2002



Agora você vai conhecer uma granja em Minas Gerais que cria trezentas mil codornas. Quem nos convidou pra conhecer a granja foi a Milena de Almeida, neta de um dos donos da empresa.

Ela mandou esta mensagem pela Internet, contando que assiste ao Globo Rural desde criança. E que isso teve uma influência decisiva na escolha de sua profissão. A repórter Ana Dalla Pria foi até lá. E a própria Milena ajuda a gente a contar essa história.

Oi pessoal do Globo Rural. Gostaria de compartilhar com vocês um pedacinho da minha história. Nasci em Nepomuceno, uma pequena cidade no sul de Minas e fui criada na zona rural com minha família de agricultores.

No ano em que minha mãe estava grávida de mim, o Globo Rural fez uma matéria de mudas de pena de galinha no meu sítio. Muito tempo depois, quando eu tinha doze anos, o Globo Rural voltou para fazer uma matéria sobre silo de capim napiê.

Na verdade, o Globo Rural já esteve na propriedade quatro vezes. Quem se lembra bem é o seu Zé Augusto, avô da Milena. “§A primeira vez foi mais ou menos na década de oitenta, quando fui agraciado com um prêmio do Ministério da Agricultura por produtividade por área. Depois, fizemos uma reportagem sobre a produtividade de um capim que é uma espécie de capim elefante. Outra foi sobre a muda de pena de galinha. E, por fim, a última foi sobre o silo de capim”§, revela José Augusto de Almeida, agricultor.

Nesta época, eu sonhava fazer veterinária e continuar o trabalho dos meus pais no campo. Mas não foi bem isso que aconteceu. Depois de conhecer a equipe e, assistir a matéria alguns dias depois, decidi que faria Jornalismo.

“§Eu quase jornalista, já, mas quero trabalhar com agropecuária”§, diz Milena de Almeida, estudante. Eu resolvi escrever para o Globo Rural porque a granja da qual o meu avô é sócio realmente muito bacana, super interessante, automatizada, moderna e que eu gostaria de ver numa matéria do Globo Rural.

A gente aceitou a sugestão da Milena. Vamos conhecer a granja, que fica bem perto da cidade. A primeira coisa que impressiona é a escala. De pinto a codorna velha, são 320 mil aves. Em postura, são 270 mil. Seu José Augusto lida com galinha poedeira desde a juventude. É sócio de um grande aviário. A idéia de criar codorna também é antiga.

“§Em torno de 25 anos atrás, eu comecei uma criação de 1.500 a 2.000 codorninhas. Só pra ovo. Só que a história pareceu dizendo que o ovo de codorna é afrodisíaco. E era interessante, porque um indivíduo da minha faixa etária não tinha coragem de comprar ovo de codorna porque era criticado. E o povo também chegou à conclusão de que o ovo de codorna não era nada daquilo.

Então deu uma parada na criação. Agora, de 10 a 12 anos atrás, voltou a criação, mas com outro intuito. Como um bom alimento. Como já temos uma boa produção de ovo de galinha em escala alta e temos uma comercialização boa, resolvemos tentar introduzir o ovo na nossa comercialização. E deu certo”§, comemora Seu José Augusto.

Ao longo de 6 anos, a granja vem investindo muito em tecnologia para melhorar a qualidade e reduzir custos. O trabalho começa com a genética das aves. Aqui, só se cria codorna da raça japonesa, uma ave de pequena. Pesa, no máximo, 160 gramas. Por isso, ocupa pouco espaço e consome menos ração se comparada a outras raças.

Ela é precoce, inicia a postura por volta dos 40 dias de idade. Também é bastante produtiva. Um lote de cem aves rende 95 ovos por dia. E mais: é um bicho resistente. Tem pouco problema com doença. Comercialmente, as codornas ficam em postura por um ano. Depois são descartadas.

Os pintinhos de um dia são comprados de outra granja. Todo mês, chega um novo lote de 25 mil codorninhas que são alojadas no pinteiro. Aproveitamos também para conhecer a granja onde os pintinhos nasceram, em Suzano (SP).

A granja Fujikura é especializada na produção de pintinhos de codorna. A criação de aves é uma tradição na família do William, responsável pela propriedade. “§Antigamente, nós mexíamos com galinha, marreco e pato. Essa experiência veio com o meu pai, do Japão, onde meus avós também mexiam com galinha”§, revela William Fujikura, criador.

Como cria matrizes, a granja segue um rígido controle sanitário. A gente não pode entrar nos galpões onde estão as poedeiras. Só vamos dar uma espiadinha pela porta. São 50 mil matrizes. A produção de pintos varia de 150 a 250 mil fêmeas por mês, de acordo com os pedidos.

Coletados nos galpões, os ovos vão para chocadeiras como essa. Em 17 dias começam a nascer. A codorninha recém nascida é bem pequena. Pesa entre 7 e 8 gramas. Em cada lote, nascem 50% de machos e 50% de fêmeas. Só uma pequena quantidade de machos é vendida para criações de engorda. A maioria é descartada.

Uma das grandes vantagens da codorna japonesa aparece na hora de se fazer a sexagem, que é feita pela cor. As mais claras são as fêmeas. Mas essa não é uma característica natural, foi um trabalho de seleção genética feita pelo pessoal da granja. “§Essa técnica foi desenvolvida pelos meus pais, que estudaram vários anos nesse sentido para aprimorar e conseguir chegar onde chegou”§, aponta Fujikura.

Da sexagem, as codorninhas vão direto pras caixas de transporte. As codornas do seu Zé Augusto viajam de caminhão. Umas oito horas de estrada. Apesar da aparência frágil, essas avezinhas são muito resistentes. Num lote de 25 mil aves, apenas 3 ou 4 morrem na viagem.

As codorninhas chegam cansadas, mas bem espertas. Vão logo comer, beber água e correr pela nova casa. O pinteiro é fechado e quente. A temperatura ideal para as recém-nascidas é de 38 graus, mantida com aquecedor a gás. O responsável pela criação é o veterinário e professor da Universidade Federal de Lavras, Benedito Lemos de Oliveira.

“§Depois, gradativamente, nós vamos abrandando a temperatura em torno de 2 a 3 graus por semana. Fazendo isso como? Abrindo as janelas, dando mais ventilação, porque é curioso. Apesar de exigirem alta temperatura, as codornas exigem renovação de ar e também um bom nível de umidade”§, diz o veterinário.

A umidade do ar deve ficar entre 60 e 80 por cento. Agora repare que o chão dos boxes e coberto com cama de palha de arroz moído e forrado com um pano. Por cima dele, se esparrama a ração. “§A codorna é muito ágil, muito dinâmica. Então se não colocarmos a ração em toda a área do pinteiro, ela vai se estressar e acaba bicando a companheira. E é uma causa grande de mortalidade, a bicagem, o canibalismo”§, completa Oliveira.

Uma vez por semana, as codornas são pesadas, até alcançarem o peso ideal para postura, o que leva 42 dias. Esse manejo permite acompanhar o desenvolvimento das aves e avaliar a eficiência das instalações e da alimentação.

Na primeira semana de vida, as codornas recebem junto com a água, probióticos, que são produtos biológicos para aumentar a resistência e que também funcionam como promotores de crescimento. Aos sete e aos 35 dias de idade elas recebem, também na água, vacina contra doença de Newcastle.

“§A mortalidade aceita como normal é em torno de 5% a 6%, e nós já trouxemos esse nível para 2%”§, garante Oliveira. Aos 21 dias, pesando entre 70 e 80 gramas, as codornas são transferidas para a recria. Vão ficar aqui outras 3 semanas até atingirem 120 gramas, quando estão prontas pra começar a botar. Aí, mudam novamente de endereço: vão para os galpões de postura.

Como na criação de galinhas, a codorna também precisa de uma ração especial para cada fase da vida. Aqui se usa ração inicial para os pintinhos, a de crescimento na recria e a específica para postura. E é muito importante também usar água de boa qualidade.

A granja de postura é bem diferente das convencionais. Normalmente, as codornas são criadas em ambiente fechado, escuro. Aqui não. É tudo claro, aberto e bem ventilado. “§A codorna, num ambiente mal ventilado, também fica muito propensa a doenças, principalmente a doenças respiratórias”§, revela Oliveira.

As cortinas, nas laterais, podem ser abertas ou fechadas de acordo com o clima. Tem ainda ventiladores e aspersores ligados nos dias muito quentes. Os galpões novos são ainda mais modernos. Têm pé direito alto, o piso vazado e estão bem acima do solo. Assim, o esterco cai lá embaixo e fica fora do ambiente de criação.

Isso reduz o mau cheiro próprio das fezes da codorna, deixa o ambiente mais agradável para as aves e funcionários e facilita a limpeza das instalações. Para evitar desperdício de ração e de mão-de-obra, tratadores automáticos. Eles distribuem a comida em horários programados nesse painel eletrônico, inclusive de madrugada.

E mais, na volta uma corrente nivela a ração dentro do cocho, fazendo com que cada codorna receba mais ou menos a mesma quantidade de comida. “§É importante que ele exerça um estímulo às codornas, pelo barulho e pela movimentação, que quando ele passa, as codornas vêm todas ao cocho para se alimentar”§, ressalta Oliveira.

O resultado desse manejo tão caprichado, aparece na postura. São 270 mil ovos por dia, coletados mecanicamente. “§Para montar toda a estrutura, investimos entre R$ 1,8 milhão e R$ 2 milhões. A rentabilidade está em torno de 8% a 10% durante o ano todo, porque há época em que dá lucro e há época em que dá prejuízo. Na média fica entre 8% e 10%. O que a gente ganha mais aqui é por causa do volume, porque mesmo a margem sendo pequenininha, a granja tem um volume maior”§, revela José Augusto de Almeida, agricultor.

A granja vende ovos de codorna para Minas, Rio de Janeiro, São Paulo e Paraná. Conquistou um mercado garantido. E ainda vai aumentar a produção. Até o final desse ano, deve chegar a 400 mil ovos por dia.

A Milena recebe o diploma de jornalista em junho. A gente deseja boa sorte para ela.