sexta-feira, 4 de novembro de 2016

CRIAÇÃO DE COELHOS

5 Informações Importantes Para Começar Uma Criação de Coelhos

1- Vantagens da Criação de Coelhos

No momento em que alguém começa a pensar em montar uma criação de coelhos uma das principais curiosidades se refere às vantagens que este tipo de negócio pode oferecer almejando com isso o maior lucro possível para os gastos a serem feitos.
Neste aspecto, os coelhos fofos são com certeza uma boa opção pois quase tudo deste animal pode ser aproveitado como iremos mostrar a seguir:
  • A carne é usada para a alimentação em formulações culinárias variadas sendo considerada nos restaurantes como um prato nobre.
  • A sua pele de ser usada para a costura com a criação de roupas a exemplo de outros animais podendo ainda resultar em uma lã com consistência bem macia e confortável para usos variados no vestuário e na composição de residência.
  • Vísceras do coelho podem ser usadas para produzir uma farinha contendo alto valor nutricional que é recomendada por profissionais da área de saúde e nutrição.
  • As fezes e urina deste animal podem ser usados como um excelente adubo para estimular o crescimento de plantas, flores e hortaliças variadas com grande quantidade de fosfato e nitrato que aumenta o seu valor agrário.

2- Local e Estrutura Para Montar Uma Criação de Coelhos

Local e Estrutura Para Montar Uma Criação de Coelhos
O local para criação de coelhos deve ser bem iluminada e ventilada para garantir a qualidade de vida dos coelhos.
Com todas estas opções de usos para os diversos componentes desta modalidade de animal é possível compreender o grande contingente de pessoas planejamento montar uma criação de coelhos. Mas este empreendimento deve ser feito de forma calma e concentrada para evitar problemas e prejuízos futuros sendo que neste processo a primeira questão a ser delimitada consiste em escolher o local e estrutura adequados para o negócio a ser iniciado.
Ao considerar este aspecto é preciso estar ciente de que, como a maioria das pessoas sabe, os coelhos se reproduzem de forma bem rápida e em quantidade muito elevada fazendo com que um pequeno investimento inicial seja suficiente para conseguir bons retornos financeiros. O primeiro passo para iniciar o negócio de montar uma criação de coelhos consiste em  escolher um bom local para a criação que possua uma boa iluminação e ventilação para garantir a qualidade de vida dos animais.
Como sugestões mais simples mas adequadas para começar o seu empreendimento são garagens residenciais ou ainda quintais com cobertura que devem ter condições ótimas para a higienização. A higienização do local em que os coelhos vivem é de grande relevância porque em caso de doença de algum dos animais o ambiente sujo pode levar o problema para os outros fazendo com que a criação como um todo fique seriamente comprometida.
Por isso, além de um local adequado com estrutura que comporte de maneira confortável a quantidade de animais a serem criados é essencial que o ambiente no qual os coelhos fiquem seja bem limpo com visitas periódicas de um médico veterinário para garantir a saúde e bem-estar dos animais e das crias surgidas.
Quando as pessoas tem como principal objetivo ao montar uma criação de coelhos um objetivo doméstico é preciso usar uma estrutura pequena e mínima composta por:
  • Gaiolas adequadas ao tamanho dos animais e de suas crias a serem recebidas. Neste caso uma opção interessante é fazer o chamado Coelhário que são gaiolas encaixotadas as quais ficam lado a lado umas das outras aproveitando a parede como uma grade além de possuírem sua frente aberta com estrutura feita em aço ou ferro.
  • Bebedouro e comedouro para a alimentação e hidratação dos animais pertencentes à criação.
  • Manjedoura, ninho e cobertura para o período de gravidez, nascimento e os primeiros dias das crias de coelhos para garantir uma maior sobrevida à elas.

3- Como Começar a Criação de Coelhos

Com a delimitação mais específica do local e estrutura mais indicados chega o momento de começar realmente a criar os coelhos sendo que neste caso é preciso iniciar de maneira pequena com apenas 10 matrizes que consistem nos coelhos que irão iniciar o processo de procriação.
Para cada 10 fêmeas é preciso apenas um macho, pois elas possuem uma alta taxa de produtividade e de reprodução  mesmo porque mais animais do que estes seria muito difícil controlar a grande quantidade de crias que iriam surgir para o início de seu empreendimento. A criação destes coelhos deve ser feita em cativeiro sem permitir que fiquem soltos sendo o macho vai de maneira individual emprenhar cada uma das fêmeas relacionadas a ele.
Nesta dinâmica, para cada 10 matrizes é preciso possuir 16 gaiolas no mínimo sendo que as gaiolas extras irão abrigar os filhotes que ficarão neste local por uns dias depois do nascimento até estarem com peso suficiente para ficarem abrigados em gaiolas individuais para cada um deles.
Estas gaiolas vazias são chamadas por muitos criadores de coelhos como ‘gaiolas de engorda’, pois os animais são levados para lá apenas para se alimentar e depois são transferidos para outros locais ou vendidos ainda filhotes. Para quem pretende montar uma criação de coelhos é preciso saber que depois de adquirir as matrizes elas devem ser usadas para o início da produção somente depois de 30 dias que consiste no período necessário para a sua adaptação ao novo local em que se encontra.
Se esta regra não for seguida os animais podem ficar doentes e fracos com dificuldades para se alimentarem levando, com isso, a mortes e prejuízos no negócio iniciado. Depois deste período é necessário esperar o começo do cio da fêmea que começa quando a região da vulva da fêmea fica rosada, com brilho intenso e a região genital apresenta-se bem inchada.
Quando perceber estes sinais basta colocar a fêmea na gaiola e aguardar que o acasalamento ocorra sendo que para garantir um melhor controle da sua criação de coelhos é uma ação interessante anotar em fichas individuais a data da cópula, pois cada macho só pode acasalar com outra fêmea após 36 horas.
É preciso ao montar uma criação de coelhos que as fêmeas deste tipo de animal possuem um alto nível de natalidade quando estão saudáveis e por isso se após quatro acasalamentos seguidos alguma fêmea não engravidar mesmo estando no cio este animal deve ser substituído pois pode ter alguma doença ou problema para engravidar.
Com relação a este assunto a identificação de uma fêmea de coelho prenha pode ser feita pela palpação na barriga com a qual é possível perceber a presença do feto no útero da mãe mas se esta prática não der certo basta colocar a fêmea junto do macho pois em caso de gravidez ela fica irritada e arisca ao chegar perto de um animal do outro sexo.
O período de gestação de um coelho oscila entre 28 e 34 dias. Quando estiver chegando perto do dia do parto, mova a fêmea para uma caixa de madeira com pó de serra ao fundo. As fêmeas e seus filhotes devem ficar juntos por cerca de 30 dias na média sendo que após o 18º dia a amamentação já terá sido finalizada sendo que neste momento a sua criação de coelhos já vai estar dando lucros visto que as primeiras crias estarão disponíveis.
Ao serem separados das mães, os pequenos coelhos começam o seu processo de engorda de acordo com o mercado a ser atendido sendo que com 70 dias de vida já é possível levar o animal para abate com destino ao consumo alimentar dos humanos sendo que o peso médio de um coelho destinado ao consumo é de dois quilos e duzentos gramas.

4- Lucros Com Uma Criação de Coelhos

Após montar uma criação de coelhos e obter para a venda suas primeiras crias é preciso controlar todo este processo de maneira a obter uma quantidade sempre maior de crias com carne saborosa e tendo boa saúde fazendo crescer desta forma o negócio elaborado.
No entanto, controlar toda esta dinâmica de funcionamento não é muito fácil exigindo além de conhecimento muita dedicação e organização de seu criador e em virtude desta questão é preciso, antes de pensar em ampliar a quantidade de animais, controlar a criação de coelhos de maneira eficiente o que possui por no mínimo seis meses visto que desta forma você consegue se acostumar com a rotina além de identificar os principais problemas e dificuldades que podem ocorrer.
Por isso, é preciso cuidar neste período de adaptação para que todo o ambiente da criação de coelhos esteja adequado com a realização de melhorias de maneira gradual sendo que a garantia de maiores lucros vem com investimentos sensatos e de maneira calma com muito cálculo e planejamento.

5- Gastos Com Criação de Coelhos

Gastos Com Criação de Coelhos
Para criar coelhos, além dos gastos fixos você deve estar preparado também para gastos extras que podem surgir com a criação de coelhos.
Ao considerar os gastos rotineiros relacionados ao processo de montar uma criação de coelhos é preciso saber que uma criação com 10 quilos gasta cerca de quatro quilos de ração ao dia, o que vai custar, em média, R$ 144 no final do mês.
A estes valores relacionados com a alimentação dos animais é preciso somar custos rotineiros com elementos como energia, água e mão-de-obra, além de visitas ocasionais  ao  veterinário levando a criação de coelhos a um custo por mês em torno de R$350,00.
Após a contabilização exata dos gastos despendidos com a criação dos coelhos será possível, então, delimitar os lucros obtidos os quais irão depender do surgimento de crias saudáveis que chegam à fase adulta além de uma boa higiene e manuseio das instalações para garantir um volume maior de vendas que terá como consequência uma boa lucratividade.

LIVRO: 101 MARAVILHAS DE DEUS - VOLUME II

Este é o segundo livro de uma série interminável onde o Escriba de Cristo interpreta as leis naturais segundo o princípio absoluto da verdade na qual Deus é a causa de tudo, não há outra possibilidade para explicar o universo. Animais, plantas, química, física, tudo aponta para uma mesma mente.


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Número de páginas: 100

Edição: 1(2016)

ISBN: 978-1539934417

Formato: A5 148x210

Coloração: Preto e branco

Acabamento: Brochura c/ orelha

Tipo de papel: Offset 75g












Livro a venda no clubedeautores.com e no amazon.com.br, ou leia gratuitamente no slideshare.

Este é o segundo volume da coleção MARAVILHAS DE DEUS. Não sei precisamente quantos volumes irei publicar uma vez que são bilhões de maravilhas que Deus criou. Tenho falado sobre as maravilhas de Deus evidentes na botânica, na zoologia, nas ciências naturais, na física e na química entre outros campos do saber humano onde permeiam as assinaturas do Criador. Quando se percebe que cada detalhe do universo que nos cerca tem um propósito, que não tem nada inacabado, fica escancarado que há uma mente inteligentíssima por trás do universo, e não somente inteligente, mas poderosíssima para poder por a termo suas ideias. Este SER cria matéria do nada, este SER tem em seu poder todos os recursos do universo, este SER programou cada criatura como um software embutido no DNA de cada ser vivo. Ao final não há como escapar de Deus.



quarta-feira, 31 de agosto de 2016

CRIAÇÃO DE ABELHAS

Como Montar Uma Criação de Abelhas

Como Montar Uma Criação de Abelhas
Como Montar Uma Criação de Abelhas
Veja em nosso artigo como montar uma criação de abelhas e lucrar com um negócio que ainda tem muito mercado a ser explorado. Estima-se que a produção mundial de mel seja de 1.200.000 toneladas por ano e os maiores produtores são China, Argentina, México, Estados Unidos e Canadá.
A vantagem na criação de abelhas é que as próprias abelhas ajudam na polinização das plantas e existe uma procura elevada por mel no mercado, devido ao aumento geral nos padrões de vida e também a um interesse maior em produtos naturais e saudáveis. O mel contém cálcio, cobre, ferro, magnésio, fósforo e potássio, aminoácidos, ácidos orgânicos e vitaminas B, C, D e E.
O uso mais comum do mel é como adoçante. Entretanto, o produto vem sendo reconhecido e amplamente usado pelas suas propriedades terapêuticas, devido às suas características digestivas, analgésicas, anti-inflamatórias, anti-microbianas e antissépticas.
Além disso, o mel também é matéria-prima para a indústria cosméstica que aproveita suas propriedades em cremes, máscaras de limpeza e de hidratação.
Na produção apícola, o produtor poderá ainda rentabilizar outros produtos como a cêra, utilizada nas indústrias de cosméticos, medicamentos e velas, o própolis, que cobre a parte de dentro da colmeia, e a geleia real, nas indústrias de cosméticos e farmacêutica.
► DICA IMPORTANTE!

Independente do tipo de negócio que você deseja montar é muito importante fazer um planejamento. Estude em livros, contrate uma consultoria, use o Kit Como Abrir Um Negócio, enfim, escolha a opção que mais lhe agrada, apenas NÃO ARRISQUE suas economias em um chute!

Até o pólen, usado pelas abelhas para alimentar as suas larvas, é usado como suplemento alimentar, devido a seu alto valor nutritivo. Por fim, a apitoxina, o veneno das abelhas purificado, pode ser utilizado como medicamento anti-reumático.

Veja também:

Produção de Mel

Os vários tipos de mel – laranjeira, eucalipto, girassol, rosas, alecrim, etc. – variam em função das características e localização geográfica das plantas de onde é extraído o néctar e dos tipos das abelhas produtoras. Por esta razão, o mel pode apresentar consistências e cores diferentes.
Para a começar a criação de abelhas, é necessário conhecer os tipos de colmeias.
Existem as colmeias de madeiras amarradas a arvores e em forma cilíndrica. A vantagem desse tipo de colmeia é que são simples e baratas, podendo ser fabricadas com material disponível no local e é o tipo de colmeia em que mais se produz própolis.
A desvantagem é que pode dificultar a inspeção da colmeia, sendo difícil também de controlar a qualidade do mel, de fazer a separação de favos de mel e a produção de mel é baixa, em torno de 6 a 10Kg por ano.
Outro tipo de colméia é Top-Bar. Este tipo se parece com dois cestos um em cima do outro, feitos em madeira e fechados. A produção do top-bar é de baixo custo com materiais que podem ser encontradas no próprio local. Além disso, esse tipo de colmeia permite inspeção e controle da qualidade do mel.
Outra vantagem é que este formato produz cerca de 20 a 40Kg de mel por ano e mais cêra e para completar, o tempo de vida da colmeia top-bar chega a 10 anos.
A desvantagem é que devem ser construídas cerca de 10 colmeias top-bar para se ter uma boa produção, o que acaba ficando dispendioso.
O terceiro tipo de colmeia bastante usado é a Langstroth que é mais cara que as outras colmeias, mas possui como vantagem a fácil separação dos favos de mel e melhor monitoramento da qualidade do mel, com produtividade de 50 a 60kg por ano.
A desvantagem desse tipo de colmeia é que é preciso um extrator especial para a extração dos favos de mel e a opção por esse tipo de colmeia é recomendada para apicultores mais experientes.

Local para a criação de abelhas

A escolha do local para começar a criação de abelhas é muito importante. Deve-se escolher uma área rural para a sua alocação, por questões de segurança, e longe de indústrias de cana, açúcar e cachaça para não prejudicar a qualidade do mel.
As colmeias devem ser localizadas próximas a fontes de água (não mais que 300 metros de distância) e junto a espécies de flores e árvores que dão fruto como as bananeiras, moringas, mangueiras, laranjeiras, eucaliptos e outras árvores.
Outra dica é quanto à construção das colmeias que devem estar a 30 metros de distância de locais barulhentos como estradas e indústrias. Sem esquecer que as colmeias devem ser protegidas de animais e do vento.

Técnicas para atração de abelhas

As abelhas devem ser atraídas com um isco. As abelhas capturadas devem ser colocadas numa colmeia que já tenha sido habitada por abelhas e que contenha quadros com favos e folhas ou tiras da fundação dos favos antigos. O melhor período para atração de abelhas é no período de início do clima seco e final do clima frio.
Já para capturar abelhas, é preciso borrifar as abelhas com água fria para que não fujam. Para fazer com que as abelhas entrem na colmeia, use escovas de abelhas ou de fumo.

Colheita do Mel

A colheita do mel varia de acordo com a colmeia usada. Na colmeia top-bar a colheita é realizada uma ou duas vezes ao ano, enquanto na colmeia  Langstroth a colheita é feita de três a quatro vezes ao ano.
Para colher o mel de forma eficiente use vestuário próprio, com proteção de luvas e botas e siga os procedimentos de abrir a colmeia suavemente. Comece por favos cheios de mel e não colha favos com abelhas. Para colher o favo use fumo; é só soprar o fumo em ambos os lados e as abelhas entrarão nas colmeias. Depois é só cortar o favo e o mel deixando cerca de 1 cm de favo na travessa superior. Separe os favos maduros dos favos recentes e feche as colmeias.
O mel recolhido deve ser colocado em um recipiente limpo e seco e coberto com tampa. Depois basta colocar um rótulo

Processamento do mel

Para separar os favos de mel, utilize uma faca ou vara quente. O favo separado do mel deve ser colocado em uma peneira com recipiente plástico embaixo.
O favo com mel deve ser posto de cabeça para baixo, deixando que o mel pingue pela peneira até que as células estejam vazias.
Depois de recolhido o mel é posto em uma centrífuga, para depois ser  filtrado e decantado por um período de 48 horas. Só depois está pronto para o envaze e comercialização.

Criação de abelhas

Para maior proteção das colmeias devem ser construídos apiários que acomodem as mesmas. Os apiários devem ser montados em locais limpos e secos e devem estar sempre livre de insetos. A criação de abelhas deve ficar longe de movimentação, próximos a fontes de água e com 5m de distância de outro apiário.
Além disso, o ideal é que o apiário receba sol pela manhã e sombra à tarde quando o sol é mais quente.
Se a região for muito quente, o apiário deverá estar em áreas em que haja muitas árvores e bastante ventilação. Já nas regiões mais frias, o apiário deve estar protegido dos ventos.
O apiário pode ser móvel ou fixo. A vantagem do apiário móvel é acompanhar as floradas de acordo com a polinização das plantas, produzindo assim, mais mel.
Toda vez que a colmeia for inspecionada, os dados referentes às colmeias deverão ser registrados. Anote dados como número da colmeia, data em que a colmeia foi ocupada, data de inspeção da colmeia, as observações feitas, produção em quilogramas e outros.
Os apiários que abrigam as colmeias precisam ser controlados, revisados, as pragas devem ser controladas e deve haver fornecimento de alimentação própria para abelhas, além da troca de caixa e pintura que não deve ser constante, pois a colmeia necessita de tranquilidade para produzir.

Investimento

A criação de abelhas exigirá pesquisas, aplicação de técnicas e tecnologias próprias. Todo esse processo exige investimentos e custos com capacitação, equipamentos e agregação e implantação de novas técnicas no processo produtivo.
Segundo o Sebrae, para montar uma criação com 200 colmeias o investimento total será de R$ 50 mil reais. Esse valor inclui os gastos com as colmeias, equipamentos de segurança, centrífuga, decantador, estrutura do apiário e outros equipamentos. Também entra nessa conta o material para envaze, estoque, transporte e capital de giro.
O empresário poderá contar com o FINAME para adquirir equipamentos e o Sebrae para outras informações sobre a criação de abelhas.
Outros custos serão com a legalização do negócio. O empresário pode ser orientado sobre os passos para se legalizar aqui mesmo no blog Novo Negócio no link: http://www.novonegocio.com.br/abrir-empresa/passo-a-passo-para-abrir-uma-empresa/

Como vimos, os produtos advindos das abelhas são bem variados e podem ser rentáveis. Que tal montar sua criação de abelhas?

quarta-feira, 24 de agosto de 2016

LIVRO: O ANTICRISTO É MUÇULMANO

 LIVRO que traz uma nova perspectiva sobre o futuro império do Anticristo. O livro pode ser lido gratuitamente logo abaixo, ou pode ser comprado no formato impresso ou e-book, pelos sites:
amazon.com.br  ou clubedeautores.com.br

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Número de páginas: 334

Edição: 1(2016)

ISBN: 153724373X

Formato: A5 148x210

Acabamento: Brochura c/ orelha

Tipo de papel: Offset 75g

sábado, 30 de abril de 2016

HISTÓRIA DO CARACOL AFRICANO NO BRASIL

Como um Caracol Comestível se Transformou em uma Enorme Praga Brasileira

ESCRITO POR FELIPE MAIA

Ferenc Polena era criador de caramujos e morava no bairro de Santa Cândida, em Curitiba, numa casa com sua esposa Edite. Um dia ele tentou viver dos seus bichos: abriu firma, vendeu alguns animais e ensinou o ofício. Não deu certo. O senhor húngaro morreu com 77 anos em junho de 2009. Na seção de obituário da Gazeta do Povo, numa nota menor que um tuíte, Ferenc Polena virou técnico em refrigeração. Deixou viúva, uma empresa falida e um rastro viscoso que responde por Achatina fulica, uma das maiores pragas do Brasil.
Eu mesmo nunca vi um desses caracóis, mas, ao contrário da Loira do Banheiro ou da Mula Sem Cabeça, essa não é uma lenda urbana ou rural. A passos curtos ou pegando carona em rios, reproduzindo-se com facilidade, comendo quase tudo o que vê pela frente e por vezes agindo como vetor de doenças, o Achatina fulica se espalhou pelo Brasil. Por onde passa, ele causa temor em agricultores, ambientalistas e agentes de saúde. Uma dose de desinformação aumenta o pânico. Até o apelido dele é incerto: caracol gigante africano ou caramujo chinês?
O caracol gigante africano consegue viver em vários ambientes. Crédito: Agência Goiana de Desenvolvimento Rural e Fundiário
Os nomes escondem a origem da espécie. A bibliografia especializada afirma que, embora proveniente do nordeste da África, ele tem sido relatado em outros ambientes desde o início do século XIX. Sempre contando com a inserção humana, esse tipo de Achatina chegou aos confins do sudeste asiático, subiu até o extremo oriente e passou até pelos Estados Unidos. Geralmente tido como praga, o bicho era conhecido por Ferenc Polena como escargot. Ao menos ele queria assim.
Eu também nunca vi este senhor pessoalmente. Meu encontro com ele foi mediado por uma tela de TV de 30 polegadas rodando um VHS dos anos 80. A biblioteca da UNESP, no centro de São Paulo, guarda uma das poucas fitas do vídeo-curso “Como criar escargot”. Em quarenta minutos, o tiozinho de sotaque carregado ensina a arte da helicicultura. “Podemos criar escargots do Rio Grande do Sul até a Amazônia”, diz ele. “Em pouco tempo, o Brasil vai ser o maior exportador de caracóis do mundo.”
Achatina fulica foi importado ao país nessa esperança. Ferenc criava caramujos (seres aquáticos) e caracóis (seres terrestres) antes de botar as mãos nos primeiros espécimes do Achatina. “Não foi o Ferenc Polena que trouxe ele ao Brasil. Foi um funcionário da Secretaria da Agricultura do Paraná que esteve na Malásia. Ele trouxe os ovos no bolso e, como não sabia o que fazer, passou para o Polena”, me disse Pedro Pacheco, técnico da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da USP e especialista em moluscos. Ele conheceu Ferenc em 1991.
Em marrom, os municípios do Paraná com ocorrências do Achatina fulica em 2005. Crédito: Ministério do Meio Ambiente
"O Ferenc tinha algumas espécimes em Curitiba. Era pouca coisa por causa do clima”, lembra Pedro. O pecuarista sabia que guardava uma perigosa bomba gosmenta nos fundos do quintal. Em uma entrevista a O Estado de S. Paulo, em outubro de 1990, Ferenc Polena — então presidente da Associação de Helicicultura do Paraná — afirmava que a capacidade de adaptação do animal era tamanha que ele havia mantido em segredo sua criação até o momento. Ele reconhecia que o Achatina fulicapoderia virar uma praga, mas seu potencial econômico valia o risco.
Com um número razoável de espécimes, Ferenc decidiu levar seu empreendimento aos ávidos compradores da Expotiba — feira agropecuária que chegava à sexta edição naquele início de década. “Ele trouxe a Achatina como se fosse uma ideia revolucionária que ia dar dinheiro e muita gente apostou”, me disse Eduardo Colley, biólogo especialista em moluscos que também conheceu o helicicultor. “Foi difícil de achá-lo. Ele ficou meio reticente, não quis me receber, mas me recebeu. Ele sofreu pressão, as pessoas sempre procuram uma cruz pra sacrificar.”
A promessa dele era boa. O caracol gigante africano chega a ter 20 centímetros de comprimento, coloca até 500 ovos por estação e pode render cinco vezes mais carne que o caracol tipicamente usado como escargot, o petit gris. Assim como o caracol, a ideia se reproduziu. “Teve muito espertalhão que comprou algumas matrizes e saiu vendendo essa ideia por todo o estado do Paraná. Eles chegavam a uma cidade, reuniam pessoas, diziam que elas seriam fornecedoras, faziam a cabeça de quem queria ganhar dinheiro”, me contou Eduardo.
Acreditando que seriam a base de uma nova indústria, produtores se viram abarrotados de caracóis gigantes que chegavam à maturidade em cinco meses. A reprodução mútua dos animais hermafroditas acabou dobrando o problema a cada postura de ovos. E a ausência de compradores — alguém aqui come escargot? — foi o aborto de um mercado natimorto. “Muita gente apostou na ideia e faliu. O Ferenc especificamente não fez isso. O Ferenc vendeu essa ideia na feira”, me disse Eduardo.
Nem mesmo a exportação, o maior objetivo de Ferenc, foi alcançada. A França, maior consumidor da iguaria, produziu cerca de 1.250 toneladas de escargots por ano na primeira década do século, recorrendo a produtores da União Europeia para importações. Outro fator importante: o tipo de escargot consumido largamente pelo mundo é o Helix aspersa, cuja textura, tamanho e cor diferem do Achatina. “As pessoas não gostam da carne do caracol gigante. Não existe quem queira comprar esse caracol”, me disse Marta Fischer, bióloga da PUC-PR.
Quantidade de escargots produzidos na França entre 2003 e 2010. Crédito: FrenchKPI
Ela foi uma das primeiras pesquisadoras a se debruçar sobre a situação do caracol enquanto potencial praga para o país. Em um estudo de 2005, realizado a pedido do Setor de Zoonoses do Paraná, ela e outros cientistas identificaram a presença do molusco em vários municípios do estado. A alta incidência era resultado da década anterior, quando desventurados criadores do Achatina fulica resolveram se livrar do bicho soltando-o na natureza. Um passeio suave para os caracóis. “Ele evoluiu num ambiente hostil, tem muita resistência”, explica Marta.
Não à toa, outros países tinham enfrentado o problema gosmento. Em um levantamento de 2004, o caracol gigante africano aparece como uma das cem piores espécies invasoras do planeta. Na Indonésia, o Achatina avançara em diversas ilhas. Nos Estados Unidos a eliminação do animal no estado da Flórida custou um milhão de dólares aos cofres públicos — o único caso bem sucedido que se tem notícia. No Brasil, um documento da Agência Goiana de Desenvolvimento Rural e Fundiário de 2005 é claro: o Achatina era uma treta grande.

Como eles não conseguiam incinerar mais, eles passaram com um caminhão em cima dos caracóis

O biólogo Eduardo Colley me explicou o porquê. “Esse caracol acaba se alimentando de tudo quanto é coisa que outras espécies deveriam estar se alimentando, ocupa espaço e acaba gerando problemas secundários. Ela se torna uma fonte de alimento que não existia. O mico-leão-dourado, por exemplo, acaba usando o caracol como fonte de alimento. Ele também produz fezes que acabam gerando um lixo que não existiria. Bactérias, vírus e protozoários podem se abrigar ali, gerando um problema maior.”
Eduardo se refere à angiostrongilíase e à nematóide, doenças que usam o caracol como vetor de transmissão. Isso levou alguns estados e municípios a acionar suas pastas de saúde pública para conter o problema. Em outros casos, a bucha cai na Secretaria de Meio Ambiente. A agricultura é o setor menos afetado. “Ela não se caracteriza como uma praga agrícola porque ataca propriedades de subsistência. O Achatina pode se tornar um prejuízo caso ocorra em alta densidade populacional porque come as plantas ou alguns pontos das frutas”, explica o biólogo.
O método de eliminação variava segundo a grana em jogo, indo de uma forte salmora em um tonel até incineração de centenas de espécimes. No Distrito Federal, o Ibama organizou o Dia C. Na data, o órgão promoveu um mutirão para eliminar o caracol gigante africano. No Rio de Janeiro houve casos de caminhões contratados para a função, de acordo com Marta Fischer. “Como eles não conseguiam incinerar mais, eles passaram com um caminhão em cima dos caracóis.”

DEBAIXO DOS CARACÓIS

Em São Paulo, a questão do Achatina foi levada a instâncias legais. A lei estadual 11.756, em vigor desde 1º de julho de 2004, proíbe a criação e a comercialização da espécie no estado. A medida afetou o trabalho de Pedro Pacheco. “Eu me desliguei da pesquisa”, lembra ele pouco antes de defender o bicho. “O fato de causar dano não faz dele uma praga. Na área rural há inúmeros predadores dele, mas nas cidades, onde há lixo e terreno baldio com coisas que ofereçam abrigo e proteção, não há predadores. Quintais se tornam pequenas ilhas.”
Segundo Pedro, enquanto a limpeza eliminaria o problema da presença ostensiva da espécie, mais informações eliminariam seu estigma. “Eu não acredito que eles sejam problemas. Alguns caracóis são bioindicadores de impacto ambiental”, me disse ele. O advogado do Achatina acredita que seu cliente possa servir como alimento — “a carne do caracol é muito saudável” — e como substância medicinal. “Esse muco é uma proteção para ele andar no meio contaminado. Apliquei esse muco em pontos que levei por causa de um acidente e eles caíram todos.”
Suas pesquisas também incluíam uma pomada a partir da secreção animal, mas, com a proibição causada pela lei, só restou a Pedro escrever um livro sobre o caracol gigante africano. No trabalho, o especialista também deve mencionar a segunda introdução do Achatina no país. “Foi na Praia Grande. Era um caracol maior, chegava a meio quilo”, disse ele. O responsável por essa outra vinda é Elias Santana, criador que, segundo Pedro, foi dono de matrizes e ministrava cursos de cultivo da espécie. Ele também foi autor de um livro sobre o tema.
O livro do criador santista. Crédito: Pedro Pacheco
Segundo a bióloga Marta Fischer, essa vinda e a estreia do caracol em solo brasileiro, assinada por Ferenc Polena, não significavam problemas. “Isso foi no final da década de 80. Não havia vigilância sanitária, nem fiscalização.” Somente anos depois, em 2002, o governo federal finalizou a proposta de Política de Biodiversidade, ratificando-a no decreto 4.339 do mesmo ano. Os parágrafos e artigos ali escritos definem o tratamento dedicado a espécies invasoras, da erradicação a órgãos competentes no controle desses bichos.
Questionado, o IBAMA afirmou que não realiza nenhuma medida de manejo doAchatina fulica. “Hoje as ações são feitas pelos órgãos ambientais estaduais, pois de acordo com a Lei Complementar 140/2011, a gestão da fauna silvestre é competência dos estados.” Atualmente, Marta trabalha em parceria com outras unidades da PUC-PR na busca de armadilhas que possam eliminar o Achatina. “Continuamos a fazer pesquisas, estamos testando algumas armadilhas, mas eles são muito inteligentes. É difícil atraí-los.”
Segundo ela, a batalha contra esses caracóis é diária. “A melhor forma é tirar o que encontrou. Assim que vir o caramujo, deve-se tirá-lo dali”, disse ela. Depositá-los numa salmora é morte certa aos bichos, restando aos cascos vazios o lixo ou o fundo da terra para que não sirvam de repositório para água parada. Acredito que essa não é a receita que mais agradaria seu Ferenc Polena. Além do obituário, seu nome aparece em autos de dívidas que tem a Changrinet Indústria e Comércio de Escargot LTDA como réu, a empresa que faliu junto com o criador.

BOOK: THE FOUR-LEGGED ANGEL


This biographical and theological work can be read for free below, or you can purchase e-book or printed by various sites like kindle amazon.com

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This is the story of a dog, a man and an angel. Perhaps you will be just a fanciful story about a pet, but for me, it was much more than that. As I write these words, the lifeless body of my angel is in the car, waiting for the proper burial that will make tomorrow a hundred kilometers from here. I am immersed in feelings such as gratitude, gratitude, sweet memories and nostalgia. This book can be classified as magical realism, because part of the book is an expression of my feelings and memories and part of the book is sensory, over the years I and the dog talked through thought, telepathically. People are free to believe or not what you want, including the story that I lived with the Doctor. Eva spoke to the serpent, Balaam with the mule and I with a dog. These stories are real. People have impulse to reject what does not. I do not ask you to believe, just read my story.


CARACOL AFRICANO DE PROBLEMA À SOLUÇÃO